Os 200 municípios onde a análise do 1º turno encontra mais votos recuperáveis para Lula. Para cada um, o mapa mostra o que os dados indicam e com que margem de erro: reconquistar o terreno perdido desde 2022, levar mais eleitores às urnas, ou as duas coisas. As taxas vêm de inferência ecológica bayesiana sobre 2022 e os intervalos, de 2.000 simulações. São estimativas de um modelo, não previsões de resultado.
Potencial líquido de votos nos focos de cada frente: o ponto é a mediana das 2.000 simulações, e a barra, o intervalo onde caem 90% delas. Clique numa frente para filtrar o mapa.
Em 07/10/2026, as taxas de transferência de votos entre os turnos foram reestimadas com inferência ecológica bayesiana, e cada número passou a ter margem de erro. O cálculo do terreno perdido não mudou. A versão de 05/10 superestimava o retorno de levar mais eleitores às urnas.
| Versão de 05/10 | Versão de 07/10 | |
|---|---|---|
| Método | ||
| Taxas de transferência | Regressão linear por faixa (método de Goodman) | Modelo bayesiano hierárquico RxC (Rosen, Jiang, King e Tanner), a generalização do método de King para tabelas maiores que 2x2 |
| Faixas de votação | Pelo voto de Lula no 2º turno de 2022, o próprio resultado a explicar | Pelo voto de Lula no 1º turno, antes da transferência |
| Peso das capitais | Votos absolutos: São Paulo, Rio e BH decidiam faixas inteiras | Peso cresce com o eleitorado, mas devagar: um município 100 vezes maior pesa cerca de 3 vezes mais |
| Incerteza | Um número por estimativa | Intervalo de 90% de 2.000 simulações de Monte Carlo, com bootstrap do erro municipal |
| Validação | Nenhuma | Teste em 20% dos municípios deixados de fora: erro mediano de 0,9 ponto na margem |
| Mobilização no município | "Rende" ou "prejudica", conforme a faixa | Chance, de 0% a 100%, de 2 pontos a mais de comparecimento renderem votos a Lula |
| Resultados | ||
| Faixa de 45% a 55% | Exceção: só 33% de quem voltou às urnas foi para Lula | 40% (de 28% a 54%), em linha com as faixas vizinhas. A anomalia era do método |
| Faixas de 35% a 45% e 55% a 65% | 62% e 65% para Lula | 47% nas duas, com intervalo que inclui a metade |
| Potencial dos 200 focos | 586 mil votos | 459 mil (de 407 mil a 514 mil) |
| Parte da mobilização | 172 mil votos | 17 mil (de −8 mil a +40 mil) |
| Onde mobilizar | Sem meio-termo | Rende em 25 focos, prejudica em 97, os dados não decidem em 78 |
| Saíram da lista | Rio, Brasília, BH, Recife e Manaus entre os 10 maiores, só pela mobilização | Fora dos 200: o retorno da mobilização ali não se sustenta |
Terreno perdido: votos que Lula teria se o município tivesse caído exatamente a média nacional ( pontos entre o 2º turno de 2022 e o 1º de 2026). Só conta onde a queda foi maior que a média. É um teto.
Mobilização: saldo líquido de 2 pontos percentuais a mais de comparecimento. A fração de quem passa a votar que vai para Lula vem de um modelo bayesiano hierárquico das transferências entre os turnos de 2022 (inferência ecológica RxC), estimada para cada município. Só entra no potencial onde a mediana do saldo é positiva.
Intervalos: 2.000 simulações de Monte Carlo combinam a incerteza do modelo e um bootstrap do erro municipal de 2022.
Fontes: TSE (1º turno de 2026; 2018 e 2022), IBGE (Censo 2022, malha estadual). Posição dos pontos: sede do município. Análise e código no repositório Analise---Segundo-Turno-2026-.