Produção independente e exclusiva da Estel Tecnologia. Esta ferramenta não tem relação com a campanha oficial de Lula, com o PT ou com qualquer partido, federação, coligação ou candidatura, e não foi encomendada nem paga por eles.
2º turno de 2026 · guia para coordenadores locais
Como usar o mapa na campanha de rua e nas redes
O mapa ajuda a escolher onde concentrar o tempo da equipe e sobre o que conversar. Ele não substitui quem conhece o território: use-o como ponto de partida e confira com a experiência local.
Em uma frase: vá primeiro aos bairros com nota alta (vermelho forte), leve os temas indicados na ficha e só faça mutirão de "vamos votar" onde a chance de isso ajudar Lula for alta.
Atualização prevista para amanhã (09/10): os números de BA, CE, ES, MG, PA, RJ, SP estão sendo recalculados com um processamento mais longo, para deixar a estimativa mais segura. Nesses estados, a nota, os votos a recuperar e os temas podem mudar. Confira o mapa de novo depois da atualização.
Objetivo
Este trabalho existe para ajudar no planejamento tático de organizações e grupos de campanha: definir onde concentrar forças. Entre o 1º turno (4 de outubro) e o 2º turno (25 de outubro de 2026) são só três semanas, e não há tempo nem gente para estar em todo lugar. O mapa, os relatórios e as tabelas apontam em que estados, cidades e bairros o mesmo esforço tende a render mais votos para Lula, o que fazer em cada lugar (conversa, reconquista ou levar gente às urnas) e com que temas. É uma ferramenta de triagem para decidir rápido, a ser conferida com quem conhece o território, e não uma previsão de resultado.
1. Comece em 5 minutos
Abra o mapa de Municípios (página inicial) e digite o nome da sua cidade na busca. Ou clique no seu estado para aproximar e, depois, na sua cidade.
Leia a nota da cidade (de 1 a 7) e os números da ficha. A nota 7 indica o melhor retorno por esforço.
Clique em "Ver os bairros". Você vai para o mapa de Bairros, já na sua cidade. O botão "Baixar o relatório" baixa um PDF com o resumo da cidade.
Anote os bairros com nota 6 e 7: em geral, são as prioridades para a equipe de rua.
Clique em cada bairro prioritário e veja o cartão "Temas para conversar". É a sugestão de pauta para panfletos, conversas e posts.
No celular: a busca fica acima do mapa. Com um dedo, a página rola normalmente (inclusive pela faixa cinza à direita do mapa); para mover o mapa, use dois dedos. Depois de escolher um lugar, toque em "Ver a ficha" para descer até os números.
Confira com a equipe local: o mapa erra, e quem anda no bairro sabe coisas que os dados não sabem.
Ver a região como um todo e comparar as cidades vizinhas
Coordenação de grandes cidades e regiões
3. O que é a nota de 1 a 7
1 · pouco retorno por esforço7 · muito retorno por esforço
A nota compara os lugares entre si. Ela é mais alta onde, ao mesmo tempo:
há muitos votos a recuperar por eleitor: Lula perdeu ali mais do que a média do país entre 2022 e 2026;
levar mais gente às urnas tende a ajudar Lula, e não Flávio;
a estimativa é mais firme, com pouca incerteza;
o lugar tem bastante eleitor, então cada ação alcança mais gente.
Cada cidade tem uma parcela de bairros em cada nota, para que você sempre tenha por onde começar. Nota baixa não quer dizer "abandone": quer dizer que ali o mesmo esforço tende a render menos votos novos.
4. Como ler a ficha
O que aparece
O que quer dizer
Votos que dá para recuperar
Estimativa de quantos votos Lula pode ganhar ali: os que ele perdeu além da média do país desde 2022, mais o ganho de levar mais gente às urnas onde isso ajuda.
Colunas "Valor" e "Provável entre"
A estimativa não é exata. "Valor" é o número mais provável; o valor real deve estar na faixa de "Provável entre" na maioria das vezes.
Efeito de levar mais 2 em cada 100 eleitores às urnas
Positivo: o mutirão de comparecimento tende a ajudar Lula. Negativo: tende a ajudar Flávio. Ali, não faça mutirão genérico de "vamos votar"; foque em conversar com quem já está decidido a votar.
Chance de que levar mais gente às urnas ajude Lula
Acima de 90%: o mutirão é seguro. Abaixo de 10%: ele tende a atrapalhar. No meio: incerto.
Diferença Lula − Flávio no 2º turno
Quanto ficaria a disputa ali se as pessoas repetissem o comportamento de 2022. Número negativo = vantagem de Flávio. É uma simulação, não uma previsão.
Quanto Lula perdeu aqui além da média do país
Votos que Lula tinha em 2022 e não teve em 2026, além da queda média. Costuma ser o voto mais fácil de reconquistar.
Atenção: estimativa menos segura
Neste estado os cálculos variaram mais que o normal. Use a nota como orientação geral e confie mais no conhecimento local.
5. Os temas sugeridos
Cada ficha traz um cartão "Temas para conversar". Ele combina três coisas: o que os eleitores dizem ser os problemas mais importantes nas pesquisas, o perfil do lugar no Censo (renda, idade, saneamento, favelas, zona rural, empregos, Bolsa Família, exportações para os EUA) e o que está escrito nos planos de governo registrados no TSE.
Puxe estes temas
Temas em que a proposta de Lula é mais forte e que fazem mais sentido para o perfil do lugar. Use em panfletos, conversas e posts.
Contraste
Temas que o plano de Flávio não trata, ou trata pouco: salário mínimo, fim da escala 6x1, isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil e outros. Bons para comparar os dois. A página do plano está em "Onde está escrito".
Cuidado
Temas que os dois lados disputam, como segurança, custo de vida e corrupção. Fale deles com proposta concreta e dados, nunca só com slogan.
Melhor evitar
Temas que costumam dividir as pessoas e não estão entre as maiores preocupações: costumes e religião, STF e reeleição.
Soberania nacional. Em cidades cuja economia depende de exportar para os EUA (café, suco de laranja, carne, aço, aviões, calçados...), a ficha da cidade mostra um quadro sobre o tema. Ali, a defesa da soberania diante do tarifaço tende a fazer mais sentido para quem trabalha nesses setores.
Os temas são sugestões a partir de dados, não pesquisa feita no bairro. Teste, ouça as pessoas e ajuste. Nenhuma sugestão leva em conta cor, gênero, religião ou orientação sexual de quem mora no lugar, e você também não deve fazer isso.
6. Na rua
Roteiro: comece pelos bairros com nota 6 e 7 da sua cidade. Na mesma nota, prefira os que têm mais "votos que dá para recuperar".
Mutirão de comparecimento ("no dia, vá votar"; transporte; lembrete de local de votação) só onde a chance de ajudar Lula é alta, acima de 90%. Onde ela é baixa, o mutirão genérico pode ajudar o adversário.
Conversa: leve os temas "Puxe estes temas" e um contraste. Use a página do plano de governo para responder "onde está escrito?".
Registre o retorno: anote o que funcionou em cada bairro. Isso vale mais que qualquer mapa.
Siga as regras de propaganda de rua da Justiça Eleitoral e da prefeitura (horários, locais, materiais).
7. Nas redes
Conteúdo local: faça posts sobre os temas sugeridos com o nome do bairro ou da cidade ("Em Sorocaba, saúde..."). Conteúdo com cara de lugar engaja mais.
Grupos e páginas do bairro: priorize os de bairros com nota alta, com linguagem e temas do cartão.
Contraste com fonte: ao comparar propostas, cite a página do plano registrado no TSE, que aparece no mapa.
Impulsionamento (anúncio pago) só pelos canais oficiais. A lei eleitoral só permite impulsionar propaganda contratada pelo candidato, partido, federação ou coligação, com identificação. Simpatizantes e militantes não podem pagar anúncio de propaganda eleitoral.
Segmentação geográfica (por cidade ou bairro) pode usar este mapa. Nunca segmente por dados pessoais sensíveis (religião, cor, saúde, orientação sexual) nem compre listas de contatos: a LGPD e as regras do TSE proíbem.
Nada de desinformação. Não publique números do mapa como se fossem pesquisa de intenção de voto. Eles não são.
8. Cuidados importantes
O mapa fala de lugares, não de pessoas. Um bairro com nota 7 não tem "eleitores fáceis". Cada pessoa é diferente da média do bairro.
Não é previsão. Os números mostram o que acontece se o comportamento de 2022 se repetir. Ele pode mudar, e muda.
As pessoas votam onde estão inscritas, nem sempre no bairro onde moram.
Selo "estimativa menos segura": nesses estados, confie mais no conhecimento local.
Não colete nem guarde dados pessoais de eleitores a partir do mapa. Ele só usa dados públicos e agregados.
9. Perguntas frequentes
Meu bairro tem nota baixa. Devo abandoná-lo?
Não. A nota indica onde o mesmo esforço tende a render mais votos novos. Manter a presença onde Lula já é forte também importa, principalmente para garantir que as pessoas votem.
Por que minha cidade aparece como uma área só?
Quando a cidade tem poucas escolas de votação, ou nenhuma divisão em bairros nos dados oficiais, a análise fica no nível da cidade inteira.
O nome do bairro está estranho ou termina com "e entorno".
Onde a prefeitura não tem bairros oficiais no IBGE, a área foi montada em torno de um grupo de escolas de votação e recebeu o nome do bairro mais citado nos endereços dessas escolas.
Os números batem com as pesquisas?
Nem sempre. O mapa parte do voto real nas urnas de 2022 e 2026, e não de pesquisas. No 1º turno, as pesquisas mostravam Lula na frente, e Flávio terminou à frente.
Com que frequência o mapa é atualizado?
Ele usa o resultado oficial do 1º turno de 2026 (TSE). Não muda durante a campanha, a não ser que a equipe de dados publique uma nova versão.
10. Todas as fontes de dados
Tudo o que entrou no estudo, com o uso de cada fonte. São dados públicos e agregados: nenhum dado de pessoa
identificável foi usado.
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Portal de Dados Abertos
Votação por seção eleitoral, presidente, 1º e 2º turnos de 2010, 2014, 2018 e 2022 e 1º turno de 2026
(arquivo de 2026 publicado em 06/10/2026). Base de todo o estudo: votos de cada candidato em cada urna.
Detalhe da votação por seção: eleitores aptos, comparecimento, abstenção, brancos e nulos.
Eleitorado por local de votação (2010 a 2026): endereço, bairro declarado e coordenadas de cada escola de votação.
Usado para pôr cada urna no mapa.
Votação por candidato, município e zona (1994 a 2026): série histórica e conferência dos totais.
Planos de governo registrados no sistema DivulgaCandContas: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Base dos temas e das
citações. Os arquivos estão na pasta Plano de governo/.
Registro das pesquisas eleitorais (número de registro, amostra, margem de erro).
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Malha de setores censitários do Censo 2022 (468 mil setores): a menor divisão do território.
Malhas de bairros, distritos e subdistritos de 2022: os bairros oficiais (18.269, em 895 municípios).
Agregados por setor censitário do Censo 2022: população, idade, alfabetização e domicílios (abastecimento de água,
esgoto e coleta de lixo). A tabela de cor ou raça foi lida para o perfil das áreas, mas não entra em nenhuma nota nem em
nenhuma sugestão de tema.
Rendimento do responsável pelo domicílio, por setor (Censo 2022): renda média de cada área.
Favelas e comunidades urbanas (Censo 2022): setores identificados como favela.
Composição das regiões metropolitanas, RIDEs e aglomerações urbanas (referência 31/12/2025).
Regiões geográficas imediatas e intermediárias e malhas de municípios e estados.
SIDRA: população, renda e alfabetização por município (estudo municipal de origem).
Prefeituras e governos estaduais
Malhas de bairros de 30 prefeituras, usadas só na variante de comparação: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília (GDF),
Curitiba, Diadema, Duque de Caxias, Florianópolis, Fortaleza, Guarulhos, João Pessoa, Juiz de Fora, Londrina, Maceió
(portal de dados do Governo de Alagoas), Manaus, Maringá, Mogi das Cruzes, Natal, Niterói, Ponta Grossa, Porto Alegre,
Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo (GeoSampa),
Teresina e Vitória. Endereço e conferência de cada uma: bairros/insumos/prefeituras/catalogo.csv.
Outros órgãos federais
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Novo CAGED: saldo de empregos formais por município (12 meses até
agosto de 2026 e ano de 2025).
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), VIS DATA / MI Social: famílias no Bolsa Família, valor
médio e famílias no CadÚnico, por município (agosto e setembro de 2026).
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Comex Stat: exportações de 2025 por
município, para os EUA e no total. Base do tema soberania nacional.
Pesquisas de opinião
Datafolha: relatórios completos do 2º turno (registros BR-08039/2026, de 29/09 a 01/10/2026, e BR-04496/2026, de
18 e 19/08/2026) e pesquisas sobre o principal problema do país.
AtlasIntel: 20 pesquisas estaduais do 2º turno (27/09 a 02/10/2026) e Latam Pulse (AtlasIntel/Bloomberg).
Quaest (contratantes TV Globo/O Globo, Pax e Genial): principal problema do país e apoio à defesa da soberania.
Ipsos, "What Worries the World" (setembro de 2026).
Lista com registro, amostra e margem de erro: bairros/insumos/pesquisas/pesquisas.csv e
bairros/insumos/temas/importancia_temas.csv.
Veículos de imprensa e agências de checagem
Usados para localizar números publicados de pesquisas e declarações públicas dos candidatos (cada linha com link e data em
bairros/insumos/temas/): Agência Lupa, Aos Fatos, Brasil de Fato, CNN Brasil, Congresso em Foco, Diário de Pernambuco,
Diário do Grande ABC, Estado de Minas, Estadão/Broadcast (via Terra), Gazeta do Povo, InfoMoney, Jornal Opção, Metrópoles,
NC News, Poder360 e SBT News.
Coordenadas das sedes municipais: base aberta kelvins/municipios-brasileiros (licença MIT).
Glifos Noto Sans (Protomaps basemaps-assets), fontes Archivo e Instrument Sans (Google Fonts), todas com licença
SIL OFL, e logo da Estel Tecnologia (estel.tec.br).
O que não foi usado
RAIS (exige login para a tabela municipal) e qualquer microdado de pessoa.
Religião, escolaridade por nível e renda por faixa por bairro: não existem no Censo 2022 publicado e não foram estimados.
Orientação sexual: nunca estimada.
11. Ferramentas
Python 3.12: linguagem de toda a análise.
DuckDB: banco de dados analítico que lê direto os arquivos do TSE e do IBGE (dezenas de milhões de linhas) e faz as
somas por seção, local e área.
pandas e NumPy: tabelas e contas.
GeoPandas, Shapely e pyogrio: mapas e geometria (ponto dentro de polígono, união de setores em áreas).
scikit-learn (k-means) e SciPy: agrupamento das escolas de votação em áreas onde a cidade não tem bairros oficiais;
busca de vizinhos e otimização.
RapidFuzz: comparação aproximada de nomes (bairro declarado no TSE contra bairro do IBGE).
PyMC, PyTensor e nutpie: o modelo estatístico e o amostrador MCMC (NUTS) que estima as transferências de votos.
ArviZ e xarray: diagnóstico das cadeias (R-hat, tamanho efetivo da amostra) e armazenamento dos resultados.
PyTorch: simulação de Monte Carlo na placa de vídeo (GPU), com 10.000 sorteios.
joblib: processamento em paralelo por estado.
Ollama com o modelo gemma4 (31B): modelo de linguagem rodando no próprio computador, sem envio de dados, que
classificou os 566 parágrafos dos planos de governo por tema. Cada classificação foi conferida por regras no texto.
Apple Vision (ocrmac): leitura (OCR) das tabelas em imagem dos relatórios da AtlasIntel, no próprio computador.
PyMuPDF: leitura do texto dos planos de governo e dos relatórios de pesquisa em PDF.
tippecanoe e PMTiles: transformam as 19 mil áreas em "blocos" de mapa leves, servidos num único arquivo.
MapLibre GL JS: o mapa interativo no navegador, sem servidor e sem serviços externos.
Jupyter: o notebook técnico (analise_bairros.ipynb) com todas as tabelas e diagnósticos.
python-markdown e Chrome sem interface (puppeteer-core): geração dos relatórios em PDF de cada cidade.
12. Metodologias
Geocodificação dos locais de votação. Cada escola de votação recebe a coordenada oficial do TSE (99,4% dos
eleitores). Sem coordenada, usa-se a de outro ano, o nome do bairro declarado ou, por último, o município.
Construção das áreas. O resultado das urnas é somado por escola e levado ao bairro do IBGE onde a escola fica.
Onde a cidade não tem bairros oficiais, as escolas próximas são agrupadas (k-means) e a área é o entorno delas.
Áreas com menos de 1.000 eleitores são juntadas à vizinha. Resultado: 19.191 áreas.
Inferência ecológica RxC hierárquica (Rosen, Jiang, King e Tanner, 2001). O voto é secreto: não se sabe para
onde foi cada eleitor. O modelo estima, a partir dos totais de cada área no 1º e no 2º turno de 2022, que fração dos
eleitores de cada candidato (e de quem não votou) foi para Lula, para o adversário ou ficou de fora. A estimativa usa
níveis encaixados (país, estado, região metropolitana, município e área), para que áreas pequenas aprendam com as
vizinhas.
MCMC e diagnóstico. O modelo é ajustado por amostragem (NUTS), com 6 a 12 cadeias independentes por estado.
Cadeias presas numa solução pior são descartadas. Onde o R-hat passa de 1,05 ou sobram poucas cadeias boas, o mapa
avisa que a estimativa é menos segura.
Validação. O modelo foi ajustado sem 20% das áreas e testado nelas: o resultado real ficou dentro do intervalo de
90% em 95,7% dos casos. Também foi testado entre eleições (2018 → 2022 e 2014 → 2018), onde acerta menos: por isso os
intervalos não cobrem mudança de comportamento entre eleições.
Simulação de Monte Carlo. 10.000 sorteios dos parâmetros estimados aplicados ao 1º turno de 2026, em dois cenários
(repetição de 2022 e eleitores de outros candidatos mais para Flávio). Daí saem as medianas e os intervalos de 90%.
Votos que dá para recuperar. Terreno perdido (queda de Lula entre 2022 e 2026 além da média do país) mais o ganho de
levar 2 em cada 100 eleitores a mais às urnas, só onde isso tende a ajudar Lula.
Nota de 1 a 7. Junta quatro medidas, cada uma em posição relativa (de 0 a 1) entre as áreas: votos a recuperar por
eleitor (peso 55%), chance de a mobilização ajudar (15%), firmeza da estimativa (15%) e tamanho do eleitorado (15%). As
áreas são divididas em sete grupos do mesmo tamanho. Municípios e regiões metropolitanas recebem a nota da mesma forma.
Temas por lugar. Importância do tema nas pesquisas nacionais × relevância para o perfil da área no Censo (renda,
saneamento, favelas, área rural, exposição ao tarifaço) × força das propostas de cada plano de governo (compromissos e
metas contados parágrafo a parágrafo). Daí saem os temas para puxar, de contraste, disputados e a evitar.
Soberania nacional. Exposição da cidade ao mercado dos EUA (exportações por eleitor e parcela das exportações) e
Amazônia Legal.
Relatórios por cidade. Para os 5.571 municípios do país, os achados saem de regras fixas sobre
os números, sem texto gerado por modelo de linguagem: cada frase mostra o número que a sustenta.
Estimativa por pesquisa (MrsP, comparação). As pesquisas estaduais foram combinadas com o perfil do Censo numa
estimativa por área, usada só para comparar com o modelo eleitoral. Ela não entra no mapa.
Produção independente e exclusiva da Estel Tecnologia (estel.tec.br), sem relação com a campanha oficial, partidos ou candidaturas. Lista completa de fontes, ferramentas e metodologias nas seções 10 a 12. Método e limites detalhados no notebook analise_bairros.ipynb.